terça-feira, 28 de abril de 2015

I Festival de Brasília de Poesia Brasileira



Tropicalirismo & Outras Poéticas do Amor 
Artur Gomes - Dia 30 Abril - Teatro Plínio Marcos 
FUNARTE - Brasília-DF - Lançamento do Festival 
Brasília de Poesia Brasileira e Universal 
- coordenação: Adeilton Lima​

Baby é Cadelinha

devemos não ter pressa
a lâmina acesa sob o esterco de vênus
onde me perco mais me encontro menos
de tudo o que não sei
só fere mais quem menos sabe
sabre de mim baioneta estética
cortando os versos do teu descalabro

visto uma vaca triste como a tua cara
estrela cão gatilho morro:

a poesia é o salto de uma vara

disse-me uma vez só quem não me disse
ferve o olho do tigre enquanto plasma
letal a veia no líquido do além
cavalo máquina meu coração quando engatilho

devemos não ter pressa
a lâmina acesa sob os demônios de eros
onde minto mais porque não verus
fisto uma festa a mais que tua vera
cadela pão meu filho forro:

a poesia é o auto de uma fera

devemos não ter pressa
a lâmina acesa sob os panos
quem incesta?
perfume o odor final do melodrama
sobras de mim papel e resma
impressão letal dos meus dedos imprensados
misto uma merda a mais que tua garra
panela estrada grão socorro:

a poesia é o fausto de uma farra

Artur Gomes 
www.fulinaimagem.wordpress.com 

quinta-feira, 23 de abril de 2015

Coquetel Cultural


Coquetel Cultural
Dia 25  19:30h
Lar de Débora - Rua Cora de Alvarenga, 135 -
 ao lado do SENAC - Campos dos Goytacazes-RJ

Poesia: Artur Gomes 
Piano: Luaciana Canela
Violino: Gisele Canela

campanha para construção da Casa da Criança
Ingressos: R$ 10,00 - podem ser comprados no local


Fulinaimagem
1
por enquanto
vou te amar assim em segredo
como se o sagrado fosse
o maior dos pecados originais
e a minha língua fosse
só furor dos canibais

e essa lua mansa fosse faca
a afiar os verso que ainda não fiz
e as brigas de amor que nunca quis
mesmo quando o projeto
aponta outra direção embaixo do nariz
e é mais concreto
que a argamassa do abstrato
por enquanto

vou te amar assim admirando o teu retrato
pensando a minha idade
e o que trago da cidade
embaixo as solas dos sapatos

2
o que trago embaixo as solas dos sapatos
bagana acesa sobra o cigarro é sarro
dentro do carro
ainda ouço jimmi hendrix quando quero
dancei bolero sampleando rock and roll

pra colher lírios há que se por o pé na lama
a seda pura foto síntese do papel
tem flor de lótus nos bordéis copacabana
procuro um mix da guitarra de santana
com os espinhos da rosa de Noel

FULINAÍMA Produções
portalfulinaima@gmail.com
(22)99815-1266 

Sarau em Homenagem a Kapi

foto: César Ferreria

GOYA TACÁ AMOPI 
Sarau em Homenagem a Kapi
Dia 2 de maio a partir das 19h
SINASEFE - Rua Álvaro Tâmega, 132 - Campos dos Goytacazes-RJ

 Espaço Cultural Fulinaíma 
https://www.facebook.com/events/830537063650599/

Fulinaíma Produções - contatos: (22)99815-1266
portalfulinaima@gmail.com

campanha de doações em prol da Casa Irmãos da Solidariedade
Material de Limpeza e Higiene Pessoal

apoio: Folha da Manhã 
www.fmanha.com.br

USINA
Antônio Roberto Kapi de Góis Cavalcanti

Usina:
Usina são uns olhos
despertos antes do sol,
a boca mal-lavada
num gole de café...
e um esfregar de mãos
para aquecer o dia.
Usina é uma longa
E curta caminhada,
Inventada em carrocerias,
carroças e bicicletas.
Ou um usar de pés
pra se fazer o dia.
Usina é um balé!
de lenços-de-cabeça,
camisas de xadrez,
foice e facão...
entre gole e outro
de café,
Usina é um apito
de sol a pino,
feito de marmitas,
quando os olhos nada dizem
e as bocas são limpas
por mãos em costas.
Usina é um gosto
(doce-amargo)
de uns caldos escorrendo,
ora nas moendas
ora nos moídos...
É um fazer de conta,
Pós-apito,
Na birosca ao lado
Com uns parceiros:
Um remedar da vida.
Depois
Um mal dormir
De pais e filhos
(de fome, de frio, de medo)
Para que antes que o sol
Se tenha despertado,
— USINA É USURA!
São uns olhos
Que se estendem
Quando em vez
À casa-grande...
São umas vidas
Escapando pela chaminé


Fulinaíma Produções
- contatos: (22)99815-1266
portalfulinaima@gmail.com

quinta-feira, 16 de abril de 2015

Teatro ao Alcance das Mãos - Oficinas SESC Campos


Teatro ao Alcance das Mãos

Oficina de Teatro SESC Campos 
início: 16 de Abril - das 15h às 16h
duração: até o final do mês de novembro 
Objetivo - montagem do espetáculo Waterkis - Selecione Água
Direção: Artur Gomes

fotos: Rachelk Loubach



FULINAÍMA Produções
portalfulinaima@gmail.com
(22)99815-1266

Sembereba Cultural - Imperatriz/Brasília

PROGRAMAÇÃO

30 de abril - Quinta-Feira
09 às 11h - Mamulengo Fuzuê(DF) e poetas convidados
14h às 16h - Mamulengo Fuzuê e poetas convidados
20h às 22h – Lançamento do Festival Brasília da Poesia Brasileira e Universal - Adeilton Lima, Lília Diniz, Artur Gomes, Eduardo Rangel, Carol Carneiro e poetas convidados

01 de maio - Sexta-Feira
10 às 11h - Mamulengo Fuzuê e poetas convidados
14 às 16h - Mamulengo Fuzuê e poetas convidados
20h – Curta Imperatriz – Documentário “Camelo” - Núcleo Experimental de Cinema de Imperatriz
20h30 - Mambembrincante (DF) e Poetas Convidados
21h – Erasmo Dibell (Imperatriz - MA)

02 de maio – Sábado
17h – Marmotagem Cênica (DF)
19h – Sembereba de Prosa e Verso – Alen Guimarães(MA) e convidados- Marina Mara(DF) e Convidados
20h – Curta Imperatriz – Documentário “De Costas Pra Rua” – Núcleo Experimental de Cinema de Imperatriz
20h – Arsenal do Gueto (DF) e Poetas Convidados
21h - Dona Imperatriz (Imperatriz – MA)

03 de maio – Domingo
17h – Mamulengo Sem Fronteiras (DF) e poetas convidados
19h – Sembereba de Prosa e Verso - Adeilton Lima e poetas convidados
19h30 – Curta Imperatriz – Documentário “Ribeirinhos de Sol a Sol” – Alexandre Almeida
20h – Sertanejares – Lília Diniz (MA)

EXPOSIÇÃO: UniVerso Babaçu - Fotografias de Vanusa Babaçu (Imperatriz-MA)

terça-feira, 14 de abril de 2015

GOYA TACÁ AMOPI

foto: César Ferreira

GOYA  TACÁ AMOPI
Sarau em homenagem a KAPI
Dia 2 de maio 19h - SINASEFE
Espaço Cultural FULINAÍMA
Rua Álvaro Tâmeg, 132 

                             
Um rio

Era uma vez…
um rio
que de tão vazio,
já não era rio
e nem riachão,
tão pouco riacho.

Não era regato,
nem era arroio,
muito menos corgo.

era uma vez…
um rio
que, de tanta cheia,
já não era rio
e nem ribeirão.

Era mais que Negro,
era mais que Pomba,
era mais que Pedra,
era mais que Pardo,
era mais que Preto,
bem maior ainda
que um rio grande.

Era uma vez…
um rio
que de tão antigo
era temporário,
era obsequente,
era um rio tapado
e antecedente.

Que não tinha foz,
que não tinha leito,
que não tinha margem
e nem afluente,
tão pouco nascente.

Mas que era um rio.

Não era das Velhas,
não era das Almas,
não era das Mortes.

Era um Paraíba,
era um Paraná,
era um rio parado.

Rio de enchentes,
rio de vazantes,
rio de repentes:

Um rio calado:

Sem Pirá-bandeira,
Sem Piracajara,
Sem Piracanjuba.

Em suas águas
não havia Pira
não havia íba,
não havia jica,
não havia juba.

Nem Pirá-andira,
nem Piraiapeva,
nem Pirarucu.

Era um rio assim:
Sem pirá nenhum.
Mas que era um rio.

Era uma vez….
um rio.

Que, de tão inerte,
já não era rio.

Não desaguou no mar,
não desaguou num lago,
nem em outro rio.

Era um rio antigo,
que de tão contido
não é natureza.

Um dia foi rio,
há muito é represa.


Antônio Roberto Góis Cavalcanti(Kapi)



FULINAÍMAproduções
portalfulinaima@gmail.com 

terça-feira, 7 de abril de 2015

Sarau Baião de Dois - 8ª Edição


Sarau Baião de Dois 8ª Edição 
Dia 11 de Abril a partir das 19h
SINASEFE - Rua Álvaro Tâmega, 132 – Campos dos Goytacazes-RJ
https://www.facebook.com/events/820958311309918/
Cinema:  Doc sobre Antonio Nóbrega 
curadoria:  Antonio Luiz Baldan

Poesia em alta Voltagem
poeta homenageado: Ademir Assunção Viralatas de Córdoba
exposição de livros e CDs
poeta e atriz convidada: Alice Souto - do Rio de Janeiro

Música e Poesia com: Artur Gomes, Winston Rangel  Dalton Freire Adriano Moura Adriana Medeiros de Brito Isabela Prudencio e Gustavo Pollycarpo e demais convidados

Projeto Ocupação Arte https://www.facebook.com/…/Projeto-ocupa%C…/685252278236241…

Fulinaíma Produções
Artur Gomes – Diretor de Arte e Produção

Rachel Louback – Assistente de Produção



Alice Souto é psicóloga, poeta e produtora cultural. Autora dos livretos: "Traça a Traço" (2011) e "Poesia Auto-Sustentável" (2012), publica no blog Artefaros (www.artefaros.blogspot.com). Participa e produz saraus de poesia como o Saraval, do Ratos Di Versos, na Lapa e Sarará, no Ponto de Leitura Conto a Conto. Trabalhou na produção e formatação do projeto REP – Ritmo e Poesia no Jacarezinho, patrocinado pela Secretaria de Cultura (Sec - RJ), e integra e produz o grupo Farani Cinco Três Poesia e Performance, do CEP 20.000, do poeta Chacal. Apresenta-se em eventos culturais e poéticos da cidade como a Pelada Poética, Corujão da Poesia, entre outros. Participa da equipe de produção do projeto Fora de Área – oficinas e interferências , no Sesc Tijuca, desde abril de 2012.

Ademir Assunção (Araraquara/SP, 2 de junho de 1961) é poeta, escritor, jornalista e letrista de música. Autor de livros de poesia, ficção e jornalismo, venceu o Prêmio Jabuti 2013, com A Voz do Ventríloquo (Melhor Livro de Poesia).
Formou-se em jornalismo pela Universidade Estadual de Londrina, e trabalhou como repórter e editor nos jornais e revistas Folha de Londrina, O Estado de São Paulo, Jornal da Tarde e Folha de S. Paulo. Além disso, trabalhou como editor-contribuinte para a revista Marie Claire, como co-editor da revista literária K'an e participou de exposições de poesia visual na França, Austrália e Portugal. É um dos editores da revista Coyote, junto com os poetas Marcos Losnak e Rodrigo Garcia Lopes. Como letrista, tem parcerias gravadas em discos com alguns artistas da música brasileira como Itamar Assumpção, Edvaldo Santana, Madan e Ney Matogrosso, e com as cantoras Maricene Costa, Patrícia Amaral e Titane. Tem poemas e contos em diversas antologias brasileiras e internacionais, publicadas na Argentina, México, Peru e EUA.

CAMPOS DOS GOYTACAZES

Quem sou eu

Minha foto
meu coração marçal tupã sangra tupi e rock and roll meu sangue tupiniquim em corpo tupinambá samba jongo maculelê maracatu boi bumbá a veia de curumim é coca cola e guaraná