fulinaíma

sexta-feira, 29 de maio de 2015

poéticas do amor - Oficina de Poesia e Performance



Tropicalismo &
 Outras Poéticas do Amor 
Artur Gomes - Oficina de Poesia e Performance
10 a 12 de Junho - Centro Cultural SESC Glória 
Av. Jerônimo Monteiro, 428 - Vitória-ES

jura secreta 14

eu te desejo flores
lírios brancos margaridas
girassóis
rosas vermelhas
e tudo quanto pétala
asas estrelas borboletas
alecrim bem-me-quer e alfazema

eu te desejo emblema
deste poema desvairado
com teu cheiro
teu perfume
teu sabor, teu suor
tua doçura

e na mais santa loucura
declarar-te amor até os ossos

eu te desejo e posso
palavrArte até a morte
enquanto a vida nos procura


FULINAÍMA Produções
portalfulinaima@gmail.com (22) 99815-1266

quarta-feira, 27 de maio de 2015

Artur Gomes - Oficina - Poéticas do Amor




Todo Dia é Dia D
Torquato Neto

todo dia é dia dela
pode ser, pode não ser
abro a porta e a janela
todo dia é dia D
desde que saí de casa
trouxe a viagem de volta
gravada na minha mão
enterrada no umbigo
dentro e fora assim comigo
minha própria condução
todo dia santo dia
queremos, quero viver
meu coração na bacia
todo dia é dia D
há urubus no telhado
e a carne seca é servida
um escorpião enterrado
na sua própria ferida
não escapa, só escapo
pela porta da saída
todo dia é o mesmo dia
de amar-te, amor-te, morrer
todo dia menos dia
mais dia é dia D

musicado e cantado por Gilberto Gil




Ali

ali
ali
se

se alice
ali se visse
quanto alice viu
e não disse

se ali
ali se dissesse
quanta palavra
veio e não desce

ali
bem ali
dentro da alice
só alice
com alice
ali se parece

Paulo Leminski


SagaraNAgens Fulinaímicas


guima meu mestre guima
em mil perdões eu vos peço
por esta obra encarnada
na carne cabra da peste
da hygia ferreira bem casta
aqui nas bandas do leste
a fome de carne é madrasta

ave palavra profana
cabala que vos fazia
veredas em mais sagaranas
a morte em vidas severinas
tal qual antropofagia
teu grande serTão vou cumer

nem joão cabral severino
nem virgulino de matraca
nem meu padrinho de pia
me ensinou usar faca
ou da palavra o fazer

a ferramenta que afino
roubei do meste drummundo
que o diabo giramundo
é o narciso do meu Ser



veraCidade

por quê trancar as portas
tentar proibir as entradas
se já habito os teus cinco sentidos
e as janelas estão escancaradas ?

um beija flor risca no espaço
algumas letras de um alfabeto grego
signo de comunicação indecifrável
eu tenho fome de terra e esse asfalto
sob a sola dos meus pés  agulha nos meus dedos

quando piso na Augusta
o poema dá um tapa na cara da Paulista
flutuar na zona do perigo  entre o real e o imaginário
João Guimarães Rosa Caio Prado Martins Fontes
um bacanal de ruas tortas

eu não sou flor que se cheire
nem mofo de língua morta
o correto deixei na Cacomanga
matagal onde nasci

com os seus dentes de concreto
São Paulo é quem me devora
e selvagem devolvo a dentada
na carne da rua Aurora

fulinaimagem

por enquanto
vou te amar assim em segredo
como se o sagrado fosse
o maior dos pecados originais

e minha língua fosse
só furor dos Canibais

e essa lua mansa fosse faca
a afiar os versos que inda não fiz
e as brigas de amor que nunca quis

mesmo quando o projeto
aponta outra direção embaixo do nariz
e é mais concreto  que a argamassa do abstrato

por enquanto vou te amar assim
admirando teu retrato pensando a  minha idade
e o que trago da cidade embaixo as solas dos sapatos

o que trago
embaixo as solas dos sapatos é fato
bagana acesa
sobra do do cigarro é sarro
dentro do carro ainda ouço Jimmi Hendrix
quando quero
dancei bolero sampleAndo rock and roll

prá colher lírios
há que se por o pé na lama
a seda pura foto-síntese do papel

tem Flor de Lótus nos bordéis Copacabana
procuro um mix da guitarra de Santana
com os espinhos da Rosa de Noel

esfinge 

o amor
não é apenas um nome
que anda por sobre a pele
um dia falo letra por letra
no outro calo fome por fome
é que a pele do teu nome
consome a flor da minha pele

cravado espinho na chaga
como marca cicatriz
eu sou ator ela esfinge:
Clarice/Beatriz:

assim vivemos cantando
fingindo que somos decentes
para esconder o sagrado
em nossos profanos segredos
se um dia falta coragem
a noite sobra do medo

é que na sombra da tatuagem
sinal enfim permanente
ficou pregando uma peça
em nosso passado presente

o nome tem seus mistérios que
se escondem sob panos
o sol é claro quando não chove
o sal é bom quando de leve
para adoçar desenganos
na língua na boca na neve

o mar que vai e vem não tem volta
o amor é a coisa mais torta
que mora lá dentro de mim
teu céu da boca é a porta
onde o poema não tem fim 





 Artur Gomes
FULINAÍMA Produções

Marko Andrade no Sarau Baião de Dois - 10ª Edição



Marko Andrade
no Sarau Baião de Dois
Dia 30 de Maio - 19h - Espaço Cultural Fulinaíma
SINASEFE - Rua Álvaro Tâmega, 132 - Campos dos Goytacazes-RJ

ALDEIA GRANDE
OU
ERA UMA VEZ NA CIDADE DO PERTENCIMENTO
MARKO ANDRADE

ALDEIA GRANDE
“É preciso dividir felicidade, é preciso interfeliz nessa cidade” – (Aljor)

FUNDAMENTOS
A Aldeia Grande é música irresponsável e poesia em 
experimentação, são movimentos inquietos, diversos, partindo dos múltiplos olhares suburbanos.
Aldeia Grande é o indivíduo-coletivo, é o homem multicultural, é a diáspora africana mestiçada, é o tempo agora em movimento, é a reinterpretação das diversas realidades partindo do lugar, é o reconhecimento da geografia única dos ambientes de vida comum nas periferias, é diálogo direto atemporal com as multiplicidades das configurações urbanas, políticas, artísticas, é Africárea, o umbigo do planeta por onde todas coisas saem e entram infinitamente num movimento de renovação constante . 

É uma ambiência onde o agora estará sempre ancorado na impermanência de qualquer momento-lugar, é nossa memória-rosto-movimento, estampada em gesto-segundo, e que permanece renovadamente, como muitos toques de tambores numa elipse infinita, no agora lá adiante .


FULINAÍMA Produções
portalfulinaima@gmail.com

Gustavo Pllycarpo no Sarau Baião de Dois - 10ª Edição


Gustavo Pollycarpo
no Sarau Baião de Dois - 10ª Edição
Dia 30 de Maio - 19h - Espaço Cultural Fulinaíma
SINASEFE - Rua Álvaro Tâmega, 132 - Campos dos Goytacazes-RJ

TIME (Roger Waters... Pink Floyd)
Versão Gustavo Polycarpo

Tanto não sei
Meu tempo estourou dentro d’água
Tanto não sei
Se girino, macaco ou adão
Me batizei
Com a guitarra na porta da rua
Quando entrei
Badalava uma hora de nãos
Curto voo Largo a história
Passa tempo num desdém
Um pé na estrada Luz afora
Em solo vário muito além
Estica a linha agora
A ver mais lá adiante
Um trinado a ecoar
A vida a vez a voz
Escoar gota a gota
Ir-me ao início ao contrário
Interrogar junto aos deuses
Se mistério ou juízo revés
A idade é limiar
No meu trajeto espacial
Tudo é atemporal
E a dizer sim
Onde possa ir.
Como antes a homenagem era ao Castro Alves
Mando também uma música sobre poema dele.

O CORAÇÃO
Poema de Castro Alves (1847-1871)
Música de Gustavo Polycarpo
16.04.2015

O Coração é o colibri dourado
Das veigas puras do jardim do céu.
Um – tem o mel da granadilha agreste,
Bebe os perfumes, que a bonina deu.
O outro – voa em mais virentes balças,
Pousa de um riso na rubente flor.
Vive do mel – a que se chama – crenças,
Vive do aroma – que se diz – amor.

Coraçãomente.
Gustavo Polycarpo

segunda-feira, 18 de maio de 2015

Sarau Baião de Dois - 10ª Edição



Sarau Baião de Dois - 10ª Edição
Dia 30 de Maio - 19h - Espaço Cultural Fulinaíma
SINASEFE - Rua Álvaro Tâmega, 132 - Campos dos Goytacazes-RJ

homenagem a Luiz Ribeiro in Memória
músico convidado: Marko Andrade
homenagem a Castro Alves por Gustavo Pollycarpo


e todos os amigos músicos que queiram prestar sua
homenagem ao nosso querido e eterno parceiro



formigueiro

o coração selvagem
voa na vertigem do dia
ícaro pousado sobre algaravia

uma formiga desce 
pela parede do quarto
onde vejo a câmera oculta
a espera de romper a luz

metáfora acesa
passeia pelo lado esquerdo
dessa uva roxa

mar de búzios
água de sal lambendo as coxas


Artur Gomes

FULINAÍMA Produções
portalfulinaima@gmail.com
(22)99815-1266

terça-feira, 5 de maio de 2015

Irmãos da Solidariedade




Irmãos da Solidariedade
Campanha pró Casa Irmãos da Solidariedade.
Doações de material de limpeza e higiene pessoal podem ser entregues direto na Casa - Rua Santo Antônio, 44 ao lado da Igreja Santo Antônio ( Jardim Carioca) tel: 27334488/ 27339610. Procure Renata 99862-3802.
Ou de segunda a sexta das 10h às 16h no SINSEFE 
- Rua Álvaro Tâmega, 132 - Campos dos Goytacazes-RJ

CAMPOS DOS GOYTACAZES

Quem sou eu

Minha foto
meu coração marçal tupã sangra tupi e rock and roll meu sangue tupiniquim em corpo tupinambá samba jongo maculelê maracatu boi bumbá a veia de curumim é coca cola e guaraná