fulinaíma

quarta-feira, 28 de outubro de 2015

Pontal



“PONTAL” é uma declaração de amor a praia de Atafona, seu rio e seu mar, suas curvas e o pontal.

Sob a forma de recital teatralizado, três pescadores dão início a lida adentrando o mar, onde jogam as suas tarrafas em busca de sustento. Enquanto aguarda os peixes caírem na rede, contam causos, cantam canções, remontam fatos, distraem o tempo e refletem sobre as desventuras da vida e do ambiente e
m que vivem.

Elenco: Yve CarvalhoSaullo de OliveiraSidney Navarro

Iluminação: Rogério Pacheco

Direção: Antônio Roberto Kapi, Yve Carvalho
.
Coletânea Poética: Aluysio Abreu BarbosaAdriana Medeiros de Brito / Adriano MouraArtur Gomes Gumes
Antônio Roberto Kapi.

“Pontal”- Coletânea Poética- na programação em comemoração ao Dia Nacional da Cultura, na data de 31 de outubro de 2015, às 20:00h, no SESI Campos.


Pontal Foto.Grafia

Aqui,
redes em pânico
pescam esqueletos no mar
esquadras – descobrimento
espinhas de peixe
convento
cabrálias esperas
relento
escamas secas no prato
e um cheiro podre no
AR

caranguejos explodem
                                    mangues em pólvora
                                    Ovo de Colombo quebrado
areia branca inferno livre
                                             Rimbaud - África virgem –
carne na cruz dos escombros
trapos balançam varais
telhados bóiam nas ondas
tijolos afundando náufragos
último suspiro da bomba
na boca incerta da barra
esgoto fétido do mundo
grafando lentes na marra
imagens daqui saqueadas
Jerusalém pagã visitada 

Atafona.Pontal.Grussaí 


as crianças são testemunhas:
Jesus Cristo não passou por aqui

Miles Davis fisgou na agulha
          Oscar no foco de palha
cobra de vidro sangue na fagulha
                          carne de peixe maracangalha
que mar eu bebo na telha
que a minha língua não tralha?
                              penúltima dose de pólvora
palmeira subindo a maralha
punhal trincheira na trilha
cortando o pano a navalha
fatal daqui Pernambuco 

Atafona.Pontal.Grussaí 


as crianças são testemunhas:
 Mallarmè passou por aqui

bebo teu fato em fogo
                punhal na ova do bar
palhoças ao sol fevereiro
                aluga-se teu brejo no mar
o preço nem Deus nem sabre
                sementes de bagre no porto
a porca no sujo quintal
                                       plástico de lixo nos mangues
que mar eu bebo afinal?

Artur Gomes


Publicado na Antologia Internacional - Eco Arte Para Re-Encantamento do Mundo, organizada pela Bióloga Michelle Sato e editada pela Universidade Federal do Mato Grosso – 2011 – Publicado na Antologia Poesia do Brasil Vol. 15 – 2012 – Proyecto Cultural Sur Brasil – Editora Grafiti - Faixa do CD Fulinaíma Rock Blues Poesia – a sair




domingo, 4 de outubro de 2015

A poesia pulsa



A poesia pulsa
para Tanussi Cardoso

aqui
a poesia pulsa
na veia
no vinho
no peito
no pulso
na pele
nos nervos
nos músculos
nos ossos

posso falar o que sinto
posso sentir o que posso

aqui
a poesia pulsa
nas coisas
nos códigos
nos sígnos
os significantes
os significados

aqui
a poesia pulsa
na pele da minha blusa
na menina dos olhos da musa
nas pipas nos arcos
nas madrugadas dos bares
descritas num guardanapo
no copo de vinho
na boca de vênus
na bola da vez da sinuca
sangrada pelo meu taco

aqui
a poesia pulsa
nos cabelos brancos de Bacca
na divina língua de Baco

Artur Gomes
FULINAÍMA Produções
portalfulinaima@gmail.com
www.youtube.com/fulinaima



CAMPOS DOS GOYTACAZES

Quem sou eu

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meu coração marçal tupã sangra tupi e rock and roll meu sangue tupiniquim em corpo tupinambá samba jongo maculelê maracatu boi bumbá a veia de curumim é coca cola e guaraná