domingo, 9 de fevereiro de 2020

a poesia fulinaímica de Artur Gomes em Mallarmmargens



Em Mallarmargens, 
6 poemas de Artur Gomes, inéditos e em livro.

um poema mallarmaico
satírico lírico hebraico
onde voz nenhuma me alcance
um lance de dedos nos dados
uns dados de dedos no lance

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Amanda Vital


fulinaíma

é pau é  pedra
punção na rima
punk rock

em São Paulo as pedras quando roam pelos céus de nossas bocas meu irmão fulinaíma azeita o caldo da mistura para fazer o que não jazz ainda soul fulinaíma  é punk rock dançando fado em bossa nova feito blues para pintar a pele branca de vermelho e re-pintar a pele preta de azuis

Federico Baudelaire


                    a passageira da poltrona ao lado
observa a paisagem atentamente na janela
meus olhos focam o seu perfil na tela
meu dedo aciona o dispositivo do zoom
para ter a sua imagem mais de perto

o coração entende a sensação do seu olhar flertando a câmera
o sentido está aberto na viagem
onde a surpresa não tem planos
e a arte é puro acaso do que possa acontecer
na engenharia dos músculos que se movem
inconscientes onde poema houver
na miragem oculta numa manhã de sexta
depois de noite inteira de cerveja para perder o sono
sem saber que na poltrona ao lado
na luz desta miragem  iria amanhecer



para ana claudia Lobo


quixaba uma palavra estranha
assim como katchup guanabara guaxindiba
guarapari lembra-me índio capixaba
goiaba carne vermelha
teu corpo nu diante do espelho
página do livro onde te grafitei
em couro cru & carne viva
alga marinha nascida em mar de angra
a flor da pele ainda sangra
como último beijo mordido na boca
sem sinal de despedida

artur gomes

Fulinaíma MultiProjetos
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(22)99815-1268 - whatsaapp



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